Professores entram em greve contra reforma da Previdência de João Doria

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Em assembleia nesta quinta-feira (8), professores municipais de São Paulo decidiram entrar em greve contra a proposta de reforma da Previdência Municipal pela gestão de João Doria (PSDB). Em frente à sede da prefeitura da capital, os docentes resolveram parar por pelo menos uma semana. Nova assembleia está prevista para a próxima quinta (15), dessa vez em frente à Câmara, onde a proposta tramita, com o  Projeto de Lei 621/2016.

A reforma prevê uma alíquota suplementar temporária, que dependeria da faixa salarial do servidor, o que pode fazer com que a contribuição seja de até 18,2% do seu rendimento. “Todos os servidores (da cidade de São Paulo), ativos e aposentados, de todas as secretarias, estão no mesmo barco. Não podemos aceitar os argumentos do governo de que, para cobrir um suposto déficit da Previdência, é preciso aumentar a contribuição para o Iprem (Instituto de Previdência Municipal de São Paulo) e ainda criar uma contribuição suplementar. Estas medidas são um verdadeiro confisco aos nossos salários”, afirmou o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Claudio Fonseca.


De acordo com o sindicato, cerca de 220 mil servidores serão afetados caso a reforma seja aprovada.  “A administração diz que precisa fazer a reforma para investir em educação, mas vai fazer isso tirando dos professores, que além de não terem o reajuste salarial necessário, vão ter maior retenção de parte da sua renda. O efeito é desastroso”, criticou Fonseca ao UOL.

O Sinpeem informou também que 75% das escolas da capital paulista estão paralisadas. A primeira votação do projeto pelos vereadores está prevista para ocorrer entre os dias 20 e 23 e a segunda, entre os dias 26 e 28.

“O governo esconde as responsabilidades do município e esquece que déficit e crise no sistema previdenciário existem por uso indevido dos recursos da Previdência, atrasos ou não repasse das contribuições dos servidores e da Prefeitura para a conta específica do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da cidade”, completou o presidente do sindicato.

> Confira aqui a nota de repúdio da CUT-SP.

Fonte: CUT BRASIL

10:52:14

2018-03-10

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